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Filamento PETG: o que é, temperatura certa e como imprimir sem fiapos

04 de nov. de 2026 · 3 min de leitura
Ilustração de um rolo de filamento azul translúcido com a sigla PETG.
Ilustração: Cursos 3D

O PETG aguenta mais calor e umidade que o PLA e é ótimo para peças funcionais. Veja as temperaturas indicadas pela Prusa, a placa certa e como evitar fiapos.

Em 1 minuto
  • O PETG é mais resistente e aguenta mais calor que o PLA.
  • Imprime com bico entre 230 e 240 °C e mesa entre 85 e 90 °C, segundo a Prusa.
  • Gruda forte demais em placa lisa de PEI: use placa texturizada ou cola bastão.

O PETG é o “segundo filamento” de quase todo mundo. Depois de aprender com o PLA, é com ele que a maioria passa a imprimir peças que precisam aguentar esforço, sol ou água. É o mesmo plástico das garrafas PET, com uma modificação (o “G”, de glicol) que o deixa menos quebradiço e mais fácil de imprimir.

Temperaturas indicadas

A Prusa recomenda:

Etapa Bico Mesa
Primeira camada 230 °C 85 °C
Demais camadas 240 °C 90 °C

No guia de materiais, a mesma marca indica faixas mais largas: bico de 215 a 270 °C e mesa de 70 a 90 °C. A variação existe porque cada marca de filamento muda um pouco a receita. Por isso, a regra é a mesma do PLA: comece pelo perfil de PETG do seu fatiador e confira a faixa impressa na etiqueta do rolo.

O PETG não precisa de impressora fechada, mas precisa de mesa aquecida.

Cuidado com a placa

O PETG gruda muito. Em placa lisa de PEI, a Prusa avisa que a aderência pode ser forte demais e arrancar pedaços da superfície ao tirar a peça. A recomendação é usar placa texturizada ou, se só tiver a lisa, passar uma camada de cola bastão antes, que funciona como separador.

Dica. Deixe a placa esfriar antes de tirar a peça. Com o PETG, puxar a peça ainda quente é o jeito mais comum de estragar a superfície da mesa.

Como evitar fiapos

O PETG tem fama de soltar fiapos finos entre as partes da peça (o famoso “cabelo de anjo”). A Prusa sugere três ajustes:

  • Baixar um pouco a temperatura do bico, dentro da faixa do fabricante.
  • Aumentar a retração no fatiador.
  • Manter a ventoinha da peça ligada. Um ajuste comum é imprimir as primeiras camadas com a ventoinha desligada e depois usar metade da potência.

Filamento úmido também solta fiapos. Se o rolo ficou aberto por semanas, seque antes de mexer no fatiador.

Para que o PETG serve bem

Segundo a Prusa, o PETG é resistente e um pouco flexível, por isso quebra menos que o PLA. Ele aguenta uso interno e a maior parte do uso ao ar livre abaixo de 80 °C, resiste à água e encolhe pouco, o que ajuda em peças grandes. A própria Prusa usa PETG nas peças das suas impressoras.

  • Suportes, presilhas e peças mecânicas.
  • Caixas para eletrônica e peças que ficam ao ar livre.
  • Peças que precisam ser à prova d’água.

Quando o PLA ainda é melhor

O PETG não é bom em detalhes finos, pontes e saliências, e o suporte fica difícil de remover. Para miniaturas, peças decorativas e protótipos rápidos, o PLA continua sendo a escolha mais fácil.

E um alerta: mesmo que o material PETG seja considerado seguro para alimentos, a Prusa não recomenda imprimir pratos e copos. As linhas entre as camadas acumulam bactérias.

Resumo

  • Use o perfil de PETG do fatiador e a faixa da etiqueta do rolo.
  • Placa texturizada, ou cola bastão na placa lisa.
  • Fiapos: temperatura um pouco menor, mais retração e filamento seco.
  • PETG para peças funcionais; PLA para detalhes.

Quer aprender a imprimir do zero? A trilha Bambu Lab do zero tem uma lição só sobre filamentos.

Fontes

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