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Próteses e impressão 3D: o que já existe e o que depende de profissionais

06 de nov. de 2026 · 2 min de leitura
Ilustração de uma mão articulada feita de peças simples, em linhas claras sobre fundo azul.
Ilustração: Cursos 3D

A impressão 3D ajuda a baratear e acelerar algumas próteses, mas não substitui a avaliação e o acompanhamento de profissionais de saúde. Veja onde ela entra, o que dizem a OMS e a Anvisa e o que fazem os grupos voluntários.

Em 1 minuto
  • A impressão 3D já é usada para fazer partes de próteses e órteses, protótipos e moldes.
  • Uma prótese só funciona bem com avaliação, encaixe e acompanhamento de profissionais de saúde.
  • Este texto é informativo. Não é orientação clínica e não indica nenhum dispositivo para nenhuma pessoa.

Assista primeiro

Vídeo do canal Médicos Sem Fronteiras Brasil no YouTube, em português. O vídeo só carrega quando você clica.

Por que a impressão 3D chamou atenção

Nos padrões publicados em 2017, a OMS estimou que só 1 em cada 10 pessoas que precisam de produtos assistivos, como próteses e órteses, tinha acesso a eles. É uma estimativa daquela publicação, não um dado atual. Em muitos países, só quem pode pagar caro consegue o dispositivo. A impressão 3D aparece como uma forma de baixar custo e encurtar prazo em algumas etapas.

Onde ela entra, e onde não entra

Dois quadros lado a lado. À esquerda, o que a impressão 3D faz bem: protótipos, moldes, peças de estudo e dispositivos simples. À direita, o que depende de profissionais de saúde: avaliação, encaixe no corpo, ajustes e acompanhamento.

Os padrões de próteses e órteses que a OMS publicou em 2017, com a ISPO (sociedade internacional da área), tratam o assunto como um serviço, não como um objeto. São 60 padrões em quatro áreas, que vão da política pública ao atendimento.

Quatro etapas de um serviço de prótese segundo os padrões da OMS: avaliação, plano e medidas, fabricação e encaixe, e acompanhamento. A impressão 3D aparece só dentro da etapa de fabricação.

A impressora resolve parte da fabricação. A avaliação, o encaixe no corpo, os ajustes e o acompanhamento continuam com profissionais.

Grupos voluntários

A e-NABLE é uma rede internacional de voluntários que usa impressoras 3D para fazer dispositivos simples de membro superior, grátis ou de baixo custo. A própria e-NABLE diz que esses dispositivos devem ser vistos como ferramentas, e não como uma prótese totalmente funcional. Eles seguram pouco peso, e a força de preensão da maioria dos modelos é baixa.

E a regra no Brasil

Dispositivo médico feito para uma pessoa específica tem regra própria da Anvisa. Hoje vale a RDC nº 925, de 19 de setembro de 2024, sobre dispositivos médicos personalizados. Ela revogou a RDC nº 305, de 2019. Quem pensa em fabricar algo desse tipo deve ler a norma inteira e procurar orientação técnica e jurídica.

Importante: nada aqui serve para escolher, fabricar ou ajustar uma prótese para alguém. Para isso, procure um serviço de saúde e profissionais habilitados.

Para saber mais

Fontes

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