Próteses e impressão 3D: o que já existe e o que depende de profissionais
A impressão 3D ajuda a baratear e acelerar algumas próteses, mas não substitui a avaliação e o acompanhamento de profissionais de saúde. Veja onde ela entra, o que dizem a OMS e a Anvisa e o que fazem os grupos voluntários.
- A impressão 3D já é usada para fazer partes de próteses e órteses, protótipos e moldes.
- Uma prótese só funciona bem com avaliação, encaixe e acompanhamento de profissionais de saúde.
- Este texto é informativo. Não é orientação clínica e não indica nenhum dispositivo para nenhuma pessoa.
Assista primeiro
Por que a impressão 3D chamou atenção
Nos padrões publicados em 2017, a OMS estimou que só 1 em cada 10 pessoas que precisam de produtos assistivos, como próteses e órteses, tinha acesso a eles. É uma estimativa daquela publicação, não um dado atual. Em muitos países, só quem pode pagar caro consegue o dispositivo. A impressão 3D aparece como uma forma de baixar custo e encurtar prazo em algumas etapas.
Onde ela entra, e onde não entra
Os padrões de próteses e órteses que a OMS publicou em 2017, com a ISPO (sociedade internacional da área), tratam o assunto como um serviço, não como um objeto. São 60 padrões em quatro áreas, que vão da política pública ao atendimento.
A impressora resolve parte da fabricação. A avaliação, o encaixe no corpo, os ajustes e o acompanhamento continuam com profissionais.
Grupos voluntários
A e-NABLE é uma rede internacional de voluntários que usa impressoras 3D para fazer dispositivos simples de membro superior, grátis ou de baixo custo. A própria e-NABLE diz que esses dispositivos devem ser vistos como ferramentas, e não como uma prótese totalmente funcional. Eles seguram pouco peso, e a força de preensão da maioria dos modelos é baixa.
E a regra no Brasil
Dispositivo médico feito para uma pessoa específica tem regra própria da Anvisa. Hoje vale a RDC nº 925, de 19 de setembro de 2024, sobre dispositivos médicos personalizados. Ela revogou a RDC nº 305, de 2019. Quem pensa em fabricar algo desse tipo deve ler a norma inteira e procurar orientação técnica e jurídica.
Importante: nada aqui serve para escolher, fabricar ou ajustar uma prótese para alguém. Para isso, procure um serviço de saúde e profissionais habilitados.
Para saber mais
Fontes
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